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Gestão de Augusto Ferraz terá a escola mais cara do Amazonas: Obra de cinco salas custará mais de R$ 8 milhões no município de Iranduba
Foto: Reprodução

Valor do projeto já é alvo de investigação pelo TCE-AM; população questiona transparência e legalidade da licitação

A construção de uma escola com apenas cinco salas de aula, orçada em R$ 8.468.110,31, no bairro Manoel Urbano, em Iranduba (AM), tem causado indignação entre moradores e levantado suspeitas de superfaturamento.

 

O projeto, anunciado pela gestão do prefeito Augusto Ferraz, já é alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

 

Segundo moradores e fontes ligadas ao processo, o custo total da obra representa um investimento médio de mais de R$ 1,6 milhão por sala, valor considerado fora dos padrões praticados pelo setor público.

 

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 “Não faz sentido gastar tudo isso em uma escola pequena. É dinheiro demais para tão pouca estrutura”, criticou um morador da região, que preferiu não se identificar.

 

 FALTA DE TRANSPARÊNCIA NO PROCESSO

 

A empresa contratada para executar a obra é a Construtora Tamandaré Ltda., com sede em Codajás (AM) e capital social declarado de R$ 5 milhões. Fontes próximas ao certame afirmam que o Pregão Eletrônico nº 12/2025 não teve ampla concorrência, e detalhes do projeto arquitetônico – como fundações, materiais, áreas administrativas e complementares – não foram tornados públicos.

 

“Falam que é para escola de tempo integral, mas ninguém viu o projeto. Não sabemos o que está incluso para justificar esse valor”, disse uma fonte que acompanha o processo e teme represálias.

 

 ESPECIALISTAS APONTAM INCONSISTÊNCIA NO VALOR

 

Engenheiros e especialistas em obras públicas consultados apontam que, segundo parâmetros do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), escolas com até oito salas costumam ter valores estimados entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, incluindo infraestrutura completa, como refeitório, quadra e laboratórios.

 

“Esse custo foge completamente do padrão. A obra precisa ser explicada em detalhes para afastar qualquer dúvida sobre sobrepreço”, afirmou um analista de licitações ouvido pela reportagem.

 

 

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS ABRE INVESTIGAÇÃO

 

Diante das suspeitas, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas iniciou investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades na licitação e no valor orçado da obra. O processo corre sob sigilo, mas já está em fase de coleta de documentos.

 

Enquanto isso, a comunidade cobra transparência da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação.

 

“Queremos saber para onde vai cada centavo. A prefeitura precisa abrir os números e provar que não há irregularidades”, declarou um líder comunitário.

 

 PREFEITURA AINDA NÃO SE POSICIONOU

 

Até o momento, a Prefeitura de Iranduba não apresentou justificativas públicas detalhadas sobre os custos da obra, nem disponibilizou o projeto técnico para consulta popular.

 

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 A reportagem procurou a assessoria da prefeitura, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto.

 

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